18 ANOS DE LABUTA DO EP

 

 

                                               OH ESPAÇO PORTUGUÊS

AQUI ‘STOU EU OUTRA VEZ

PARA TE FELICITAR

PELO TEU ANIVERSÁRIO

DESENVOLVENDO UM ROSÁRIO

DE LANÇAMENTOS P’RA O AR

 

DEZOITO ANINHOS VOLVIDOS

A ENRIQUECER OUVIDOS

DE TANTOS COMPATRIOTAS

A SÉRIO OU COM BRINCADEIRAS

ISENTAS DE BABOSEIRAS

VAIS DANDO CULTURA A GOTAS

 

AMENIZAS NOSTALGIAS

QUANDO A EMISSÃO TEM SEUS DIAS

P’RA GÁUDIO DO AUDITÓRIO

QUE ATENTO AOS ENSINAMENTOS

NOTÍCIAS E SENTIMENTOS

AUMENTA SEU REPORTÓRIO

 

NASCESTE POR AMIZADE

NO DIA DA LIBERDADE

E, LONGE DE ESTARES SENIL,

QUE FESTEJES ESTE DIA

COM INFINITA ALEGRIA

SALVÉ 25 DE ABRIL!!!

 

 

           Modestíssima homenagem ao distinto Programa Radiofónio  de Zurique-Suiça, ESPAÇO PORTUGUÊS

pelo seu 18º. Aniversário a ocorrer em 25 de Abril de 2010.

            Do seu admirador e, a despeito do seu silêncio forçado, seu grato devedor de impressionbante hospitalidade,

 

                                                                                       Alfredo Louro

 

Apenas estar

 

Que não se diga que um nome não tem silêncio

nem o indício de uma pomba

expatrie o elementar de tua mão: é carícia na proa das águas.

Que não se sinta a melodia na mudança das sombras

nem o desenho de uma concha adormeça o mundo

o elementar de tua mão saúda o sopro

maravilhosamente no meu rosto cansado

excessivo como o silêncio

 

rui cardoso

paço de arcos, 6-8-2009   

 

 

 

Do mar um aperto

 

De minha casa vejo luxos passar em sentidos transatlânticos

só água aonde irão alegrias ou mágoas raras nos barcos nos iates nos paquetes

ou irá também encantos ou demais galanteios e bafejos e vão seres magoados?

Acredito!

Desde que a mágoa,

verdadeiramente magoada,

ensine perdão, estenda a mão,

desde que navegar, ou ir, ou andar

em sentido com o mundo

seja ele todo sacudir dores por cada um que sonha ser embalado um dia

 

rui cardoso

ao pé do mar que trás e leva quando quer… tudo!

paço de arcos, 29 de julho de 2009     

 

 

 

 

A coisa primária

 

já soube escrever sobre o amor em pequeno e adulto

como do amor na instância em equilíbrio

numa desesperada ramagem com todo o tempo

fosse lassidão em cascata ou ocaso de redemoinhos

soube também atirar palavras surdas nesse amor vegetal

e o coração era água próxima de marés sobre as mãos

e carícias e dançarinos, mesmo rostos juvenis 

recolhendo no círculo, moradas e humildades

para um ninho de segredos

 

rui cardoso

em paço de arcos como convosco

23 de julho 2009

 

 

 

Para o cantinho da poesia - Á Suíça

 

Rua do (Quelhas)

 

Da Vinha ao Outeiro,

De Várzeas e a Vilarinho,

Há muitas estradas,

Quelhas; E muitos caminhos…

 

Estas palavras vão para a Junta da Goma

Por seu neto querer por;

“Rua do (Quelhas) no lugar de Varzielas”

Por o Avô ter sido Sargento na Guerra Mundial, 1914/8

“Rua do Sargento Quelhas” 

 

Porem caracterizava com alento.

Aqui fica meu pedido como herdeiro,

A Sobradelo da Goma e seu Presidente;

E à pessoa do Secretário e Tesoureiro.

 

 

Para o cantinho da poesia - Á Suíça

 

Ser poeta é ter vida

Ser poeta

é ter vida

é sonhar,

é amar

e crescer

na inocencia,

até chegar à idade maior

e saber que fazer da vida,

ser poeta talvez,

nem que seja simplesmente

por uma unica vez,

em sonho,

por isso vivo a sonhar

na realidade virtual

sonho sim

por ser humano

e mortal

enfim!

sonho...

sonho,

que sou poeta louco

intlectual,

sonho porque tenho vida

soudades de ser poeta

nem que seja apenas por um pouco...

 

"Quelhas" o autor mais fraco para quem o prefrir

 

 

Para o cantinho da poesia - Á Suíça

Amigos inseparáveis:

Os livros ficaram em casa,

E eu;

Parti sozinho.

Senti a falta de estar acompanhado,

Mas esqueci dos meus amigos!

Pois!

Os meus livros não podiam ser lidos,

E eu;

Não os podia ler.

Estávamos longe um do outro

E com saudades,

De nos voltarmos a encontrar,

E nunca mais nos separarmos.

Naquele instante fiquei ali a pensar,

Afinal!

Livros sem leitores ou leitores sem livros,

Não são nada um sem o outro,

E não se podem separar,

Mas unirem-se mutuamente.

Assim;

Não haverá solidão,

E temos a liberdade de desafogar,

Com um amigo sincero e explícito.               

 

João Carlos Veloso Gonçalves

"Quelhas"  autor do mundo                                               

 

 

 

poema dilacerado

será magistério o que toda a sombra ocupa

depois dorme entre anjos como se o tempo recomeça-se

de cada vez que a língua é sossego

ou clama misteriosa beleza

ou na espessura do seio faz-se seda

pupilas com círculos de terra

 

nesta ascenção argilosa

do que vem do sossego

do que seja um deserto outrora entre folhas

vem sempre como peregrinação

uma alegria desprendida apesar de vagarosa 

 

rui cardoso

 

 

 

 

  

poema do livro livre da iminente liberdade

(poema para o espaço português pelos seus 17 anos de existência, livre)

 

num enlevo de concha suspensa entre dedos sobre tuas ancas

pensei em pequeno ser livre

depois ensinaram obstinadas luzes,

a minha cintilou como nudez,

em rumores, talvez labirintos por vezes,

como livro com heróis,

tinha uma garganta por onde soltava-se espuma, barcos,

os primeiros nomes livres de quem aprende decifrar uma onda,

os lábios indolentemente incendiarem-se e apagarem-se

eu com as palavras nas mãos como brinquedo para a liberdade

junto ao jardim onde o silêncio tem formas

junto ao esquecimento que não passa porque as abelhas levantam voo

sobre paz que é lâmpada e eu menino

tentar fazer o barco de papel a espuma

como vagidos mágicos nas futuras estrelas

adormecer quase cego pelo fogo da liberdade de uma árvore, um repouso

de paredes brancas com signos ser-me ser livre sem gritar

 

Rui Cardoso

24 de abril de 2009 – paço de arcos

 

 

  

Pelos livros que nas folhas têm rumores ou tallvez labirintos

que talvez peçam uma companhia ainda que no silêncio

pelos livros existem rumores de nudez, semelhanças com a vida

como se tocha incendiada onde repousa silêncio, ardor, alguma bandeira como seio

como constelação para ideias vazias

como proa sem vertentes

na imensidade dum perfume sobre a pele

Um livro é um perfume escarpado

renascido na escarpa interior com alegrias e remoinhos de sílabas

como se fosse é amor 

poema escrito com propósito: estou com saudades vossas

rui cardoso ao pé do mar em paço de arcos

 

 

 

  

SOL DE ABRIL

 

        Naquela madrugada as sentinelas

        Que estavam vigilantes no seu posto,

        Atravessaram portas e janelas

        Nas asas do silêncio e do desgosto...

 

        E os heróis que venceram a procelas

        Tiveram de mostrar sobre o seu rosto

        As longas cicatrizes e mazelas

        Onde só o desprezo andava exposto!...

 

        Naquele dia o sol nasceu mais cedo

        E as carcomidas portas do degredo

        Sentiram, finalmente, a claridade...

 

        De alegria choraram os escravos

        Vendo espetar nas armas rubros cravos,

        Depois de conquistada a liberdade!

 

 

       Gracinda Coelho

 

 

 

  

17º.ANIVERSÁRIO DO EP

 

 

QUE MAIS PODEREI DIZER

DE QUEM NOS DÁ O PRAZER

DE CULTURA E AMIZADE

DA PÁTRIA-MÃE ‘STÃO DISTANTES

MAS SEUS CORAÇÕES GIGANTES

DOMINAM BEM A SAUDADE!

 

MAIS QUE MUITAS SÃO AS PROVAS

SEMANA A SEMANA AS NOVAS

COM MÚSICA A TODO O GOSTO

COM PROGRAMAS CULTURAIS

ENTREVISTAS ENTRE AS QUAIS

O SABER DÁ O SEU ROSTO

 

OH! ESPAÇO PORTUGUÊS

COM GENTE DESSE JAEZ

E COM A FORÇA QUE TENS

TU DEIXAS-ME INEBRIADO

POR ISSO COM ESTE FADO

TE DOU OS MEUS PARABÉNS!

Alfredo Louro

 

 

 Rádio Espaço Portuguê

 

Vou contar-vos uma vez

Creio não vos ir fazer danos

Na Suiça o Espaço Português

Vai fazer por estes dias 17Anos

 

É de espantar e coisa que se veja

Entre muitos e entretatos

É o lucutor Luis Beja

E a lucutora Maria dos Santos

 

Ouvem e respondem o que se pergunta

O que querem ouvir que nos encanta

Com a confusão desta marabunta

Onde se encontra energia tanta

 

E é no Sábado  e até na Quinta

Quem os quizer ouvir tem de ligar

Musicas com uma grande pinta

Que nos deixa alegres e a cantar

 

Só na Suiça isso acontece

A muitos que os ouvem causa inveja

Com Maria dos Santos que nos envaidece

e com o lucutor impagáve Luis Beja.

 

05.02.2009 Donnerstag,  5. Februar 2009

José Guerreiro

 

 

 

 

PARABÉNS EP!

 

Mais um ano de labuta

De entrega e de devoção

Sem cansaço e sem disputa

P’ra dar voz ao coração!

 

Nesse ESPAÇO PORTUGUÊS

Cuja missão é tão nobre

Onde todos têm vez

Dá voz ao rico e ao pobre

 

Sem terem fins lucrativos

Sendo a vosso cargo as custas

Trazem para o “ar” motivos

Defendendo causas justas

 

Não fosse a “nossa” Maria

E o Confrade Luís Beja

Lora era Rádio vazia

E não nos causava inveja!

 

Mas assim bem preenchida

E com a ajuda do “Xiko”

A Rádio ‘stá preenchida

E o site fica mais rico!

 

Que o vosso esforço vos traga

A boa recordação

A imagem que não se apaga:

Dia  da Revolução

 

De Amor e fraternidade

Sois autênticos “pedintes”

A favor da Liberdade

E Bem-Estar dos Ouvintes

 

Por isso mais uma vez

P’los 17 anos que tens

A ti, ESPAÇO PORTUGUÊS

Dou sinceros PARABÉNS!

 

 

Oliveira de Azeméis, para 25/04/2009 como singela e modesta homenagem ao Programa ESPAÇO PORTUGUÊS em Zurique pelo seu 17º. Aniversário

 

        Com estima, consideração e gratidão do

                                               Alfredo Louro

 

Desejo-vos um programa onde felicidade se confunda com esperança e sacrifício e dedicação e as mãos os pés os olhos e tudo se confunda no amor que toda a ignorância abarca…

 

Poema para Adriano

 

Adriano,

Imperador romano na Itálica Béltica depois de Cristo

em banhos com romeiras e juízes

que na oratória desdenhavam talvez a soberba

 

Adriano,

no seu governo fez mais eficiente a culpa

que evoluiu nesse Império e hoje doutos negligenciam

que abarcou sombras entre oliveiras e pontes de pedras caladas

que rasgou braçadas nos escravos que dormiam porque as noites acontecem e o amor pagão fez mais gentes

 

Adriano,

pode ser apenas um nome

mas quando nele existe fugaz tristeza ou enlevo de vidas vividas

ninguém pode estar alheio ao nome de mais um que sofre

como escravo do devir, isolado, na solidão terrível que incomoda.     

Rui Cardoso 

 

 

 

 

Quanto te vejo

 

Quando te vejo triste

Não sei que sinto em mim

Quase que não resisto

Continuar ver-te assim.

 

É como ver a noite mal para-se

E se ao contemplar-te choras

Eu em vão esperar-te

Ou tu não vens e se acaso te demoras

 

É assim que eu vejo e me conheces

A meditar no que eu nunca fiz

Ponho-me ao espelho para ver se impeço

De que algum dia que eu fui feliz

 

Deixamos escrito versos sem um tema

Ou versos cada qual com um

Que pena tenho eu, que não tempo

Para de os não ver nenhum 

 

 

José Guerreiro

 

 

 

O Circulo

 

É uma linha apenas

O circulo é uma esfera

Sejam grandes ou pequenas

Que termina onde começa

Por estranho que pareça.

 

Segue a linha o destino

Ao contrário das paralelas

Comprido ou curto caminho

Seguem a par qualquer delas

Mas sem nunca se encontrar

Por isso são paralelas

Vão seguindo sempre a par

 

O circulo começa em mim

Vai andando pelo Mundo

E vem terminar assim

Dentro de um ser pouco profundo

Em que eu fico pensando

Sem me dar volta à cabeça

Por estranho que pareça

 

Começa e acaba em mim

Está a linha fechada

Encontrou o seu principio

Foi quando ficou parada

Fechou-se no seu início

Ficou a volta acabada

             Como o elíptico ovo

Que é um circulo nada novo

 

José Guerreiro

 

 

 

 

Não sei se é loucura

 

Quando nasce o dia, rouba-me os poemas.

Que durante a noite em sonhos componho.

Com os espíritos em clareza extremas,

Chamando a si visões, a transbordar de sonho.

 

Pensamentos loucos, verdadeiros dilemas,

Ai! Quantas vezes, ao acordar me ponho.

Com uns complementos de reais algemas,

E a grande confusão, em que me enfronho

 

Vejo-me no meio de muita boa gente,

Aqui nesta terra, ser ter um abrigo.

Todos com espanto me olham de frente,

E eu no meu leito, feito de pascigo.

 

Garganta dormente minha voz não soa,

A lua encoberta por expesso véu,

As mãos se estendem dessa gente boa,

E a lua parada; parece no céu.

 

Solitário monge, mas que cisma a minha

Essas nuvens negras são um mau preságio

Vou ouvido o vento, como em ladaínha

E no Oceano um barco em pleno naufrágio.

 

Eis que descubro no meio da serra

Entre matagais, um antigo abrigo

Ouço uma voz, gritando na terra,

Pára! Não te vás, somos teu amigo.

 

 

José Guerreiro

 

 

 

 

Flanando

 

 

Vai-se no mundo flanando;

Sem saber onde ir parar.

O nosso tempo vai passando,

Sem saber que vamos ficando

Mais longe do nosso lar.

 

E sem destino seguindo,

Perde-se o tempo a flanar.

Mermúrios vamos ouvindo,

Como as abelhas zumbindo,

Nas terras de outro lugar

 

E quando damos por nós,

Já tão afastados estamos.

Pensamentos estão em vós,

Mas niguém ouve nossa voz

Porque já velhos ficamos

 

Sem conta peso ou medida,

A vida chegou ao fim.

É sempre assim nesta vida,

Toda a gente arrependida;

Como se vê é assim.

 

Damos conta no entanto,

Nada amena este tormento.

Pois já não existe pranto!

Mas vivemos e no entanto,

Já não importa o lamento.

 

José Guerreiro

 

 

 

 

PORTUGAL DE NORTE A SUL

 

 Vou falar do meu País

Que em toda a parte se diz

De beleza sem igual

Dos rios, das prais, das fontes

E do Algarve seus encantos,

Do meu lindo Portugal.

 

É nas areias da praia

Onde o mar, bate e desmaia.

Numa canção sem igual

Cantando as nossas canções

Desde Faro a Guimarães

Onde nasceu Portugal.

 

No alentejo, as ceifeiras.

Que são no mundo as primeiras

Nos seus trajes sem igual.

De baixo de um Sol ardente

Vão cantando docemente

Canções do meu Portugal

 

Portugal e os seus Castelos

Alguns ainda são belos.

Silves, Évora, Santarém.

Onde os poetas de outrora

Cantavam a toda a hora

 As suas lendas  também.

 

É nas areias da praia

Onde o mar bate e desmaia.

Numa canção sem igual

Cantando as nossas canções

Desde Faro, a Guimarães

Onde Nasceu Portugal.

 

José Guerreiro

 

 

 

 

Nas Ruas da minha vida

 

Nas ruas da minha vida

Entrei numa sem saída

Pareciam-me todas iguais.

Fui andando ; mas, parei

A pensar no que farei

Dei tudo não tenho mais.!!

 

Da minha alma querida,

Dei amor que enchia a vida

Mas, ninguém o aceitou!!!

O tempo correu partiu

Mas, esse niguém o viu

Só a saúdade ficou.

 

Agora olhando o passado

Sem ter alguém ao meu lado

A quem dar o meu amor.

Continu-o na mesma rua

Onde a luz branca da Lua

É fria; não dá calor. 

José Guerreiro

 

 

 

                            Meu Coração Triste

 

Oh! Meu coração triste, como um convento antigo!

Onde o tempo criou fantasmas e visões

Quando me lembro da era que passei contigo

Recordo-me dos tempos e das velhas procissões

E a lembrança das frases, que guardei comigo

Quando nós escutavamos os nossos corações...

Oh! Meu coração triste, como um convento antigo!...

 

 

De noite, quando a Lua no alto do céu aparece!

Com tão pálido brilho que nem parece luar

E há quem a tenha visto.  E nunca se esquece

Da maneira que olha!... Parece chorar!...

É como um fantasma, que ao longe fenece

E de lá, com um lenço, parece acenar...

De noite, quando a Lua no alto do céu aparece!

 

 

É assim meu coração, sangrando de dor!...

Parecido a um fantasma, que no convento existe.

Eu  tenho ainda recordações desse perdido amor

Que eu vou desfolhando do meu livro, e triste

Como quem desfolha as pétalas da mais linda flor

Que o tempo destrói  e a quem nada resiste...

É assim meu coração, sangrando de dor!... 

           

 

José Guerreiro

 

 

ESTA LISBOA QUE EU CANTO

 

Esta Lisboa que eu canto

Já não tem o mesmo encanto

Vive outro tempo talvez.

Mas tem o Carmo e a Trindade

A Avenida da Liberdade

E na rotunda o Marquêz.

 

Não tem fragatas no rio

Nem poetas no Rossio

Lá nas mesas dos cafés.

Muita coisa, ainda tem

Tem Ajuda, e tem Belém

E ainda o Tejo aos seus pés.

 

Não tem nas ruas varinas

Nem namorados às esquinas

Como tinha antigamente

Mas tem a Graça e a Guia,

Tem Alfama  e Mouraria

E a Igreja de S. Vicente.

 

Como era dantes já não é

O velho Cais do Sodré

Recordá-lo ainda é belo.

Desde a praça da Ribeira

Do Cais Sodré à Figueira

E da Betesga ao Castelo.

 

Esta Lisboa que eu amo

Lisboa que por ti chamo

Saudades, recordações,

Do Comércio até ao Rato

Da Alfama ao Bairro Alto

E do Saldanha ao Camões

 

 

José Guerreiro

 

Assim seu canto me encanta

 

Correndo com velocidade

Pressa de chegar ao mar

Fico de novo deleitado                

Com o seu novo cantar     

  

Enquanto a água rola

No seu gorgeio saltitante

Vou ficando, hora a hora

E assim eu vou pensando

 

Corre a água, corre o vento

E tudo na vida corre

E corre o nosso pensamento

Que só pára quando morre.

 

Do lugar onde eu nasci         

Não me consigo olvidar

Em cima da ponte velha

Ouvindo a água cantar

 

 

José Guerreiro

 

 

Em Ti Pensando

 

 

Eu sinto prazer chamando,

-Minha amada, tu és minha.

Se acordo, em ti pensando,

Òh minha querida, Isaurinha.

 

Minha amada, tu és minha.

Segundo; assim me tens dito.`

Óh minha querida ,Isaurinha ,

Nas cartas, que me tens escrito.

 

Um dia pensando em ti

Pensamento. Nostalgia.

Eu ouvi, dentro de mim,

Uma voz que me dizia.

 

Dedica-te, a ela a fundo.

Porque ela, bem o merece.

Mais do que a tudo no Mundo,

Porque ela ,nunca te esquece.

 

Ouvi essa voz fiquei

Um tanto surpreendido.

Mas eu depois reparei,

Que não me estava mentindo.

 

Já no fim da Primavera,

E ainda, tanta flor, aqui.

E tu sabes que voz era?

Era a voz do meu amor; por ti..

 

 

José João B. Guerreiro  

 

 

 

Eramos quatro

 

Subindo uma montanha alta e escarpada

Nós quatro, cantando com alegria

O amor, o tempo, eu e a minha amada,

Subiamos, a essa montanha um dia.

 

Na minha amada o seu semblante

Dava já mostras de inegável cansaço.

O Tempo já nos passara a diante

O Amor para o acompanhar, acelerava o passo.

 

Gritei! Tempo ! Amor! Vão mais devagar.

Pois é difícil para a minha companheira,

E eu também; não os consigo acompanhar

Porque é bem difícil, e ingreme esta ladeira.

 

Respondeu-me o amor sem azedume.

Pois sabém todos os amigos meus,

Eu sempre os acompanhe como é costume

Mas se não nos acompanham ; então adeus.

 

E o amor e o tempo como combinados

Como que empurrados pelo vento

Saltaram lá seguiram desajeitados

Deixando-nos boquiabertos por um momento.

 

Ali ficamos cansados uma eternidade!!!

Olhando-nos sem amor; mas com carinho.

Olhá-mos para tráz vinha a saúdade.

Dizendo; esperem ou eu fico pelo caminho?

 

Perguntei à saúdade, em meu lugar o que faria

De onde vinhamos não poderiamos já voltar.

A voz da prudência ainda se ouvia,

Para tráz não podem; terão de aqui ficar.

E eu com minha amada ali morria.

 

Dezembro 2004

José Guerreiro

 

Eu sem querer esperei

 

Eu esperei näo vieste

Näo sei o que se passou

Ou tu já me esqueces-te

Ou teu amor acabou

 

Porque tão volúvel és

Mudas com facilidade

Desejas ver a teus pés

Um  coração destroçado

 

Mas  vê lá tu tem cautela

Com o que queres fazer

Pensas que és muito bela

Isso te pode perder

 

Eu já conheci também

Alguém que era bela e linda

Hoje não a conhece niguém

Que ao tempo, a recorde ainda.

 

29-05-2005

José Guerreiro

 

 

Faço versos quando posso

 

Nasci nú e sem camisa

Mas de mim não tenham dó

Vou ajudando quem precisa

Mas sou pobre como Jó.

 

Faço versos quando posso

Isso me dá alegria

Sei que não é o pão nosso

Mas eu vivo o dia a dia,

 

Enquanto vou escrevendo,

Vou minhas máguas contando.

Quando escrevo, as vou bebendo!

Lembranças, não sei de quando.

 

Umas com muita história,

Outras da história fugindo,

Veem todas à memória;

Que ao escrever; vou digerindo.

 

José Guerreiro

 

 

Falam mal do Fado

 

Deixem que esses outros

Os que falam mal do fado.

Esses são muito poucos,

Muitos são do nosso lado!

 

Eu também gosto do fado

Muito mais do que se pensa

Não; eu não estou malado

Estou bem; não é doença.

 

Porque há quem seja doente

E diga mal do nosso fado.

Não pertence à nossa gente,

É povo mal informado.

 

O fado é cação portuguesa,                                                                                         

Há muito que o ouço cantar.

Ouço o fado à sobremesa

Depois de um belo jantar..

 

Recordo assim com saudade

E até com muita emoção

Em tudo estou á vontade

É como numa oração.

 

Pena eu não saber cantar,

Mas ouvindo-o com respeito,

Faz meu coração palpitar,

Batendo dentro do peito.

 

À meia-luz se cantando,

O nosso fado afinal.

A todos nos vai lembrado

A canção de Portugal !!!.

 

 

José Guerreiro

 

Rádio Espaço Português

 

Vou contar-vos uma vez

Creio não vos ir fazer danos

Na suiça o Espaço Português

Vai fazer por estes dias 17 anos

 

É de espantar e coisa que seveja

Entre muitos e entre tantos

É o lucutor Luis Beja

E a lucutota Maria dos Santos

 

Ouvem e respondem ao que se pergunta

O que querem ouvir que nos encanta

Com aconfusão desta marabunta

Onde se encontra energia tanta

 

E é no Sábado e até na Quinta

Quem os quizerouvir tem de ligar

Musicas com uma grande pinta

Que nos deixam alegres e a cantar

 

Só na Suiça isso acontece

A muitos que os ouvem causa inveja

Com Maria dos Santos que nos envaidece

E com o lucutor impagável Luis Beja

 

5 do 2 de 2009 Donnrestag

José Guerreiro

 

 

 Na rua de qualquer cidade

 

Quando passa uma mulher

Na rua de qualquer cidade         

Digam lá o que disser

Há sempre um ar de vaidade    

No porte e apresentação

Tenha ela qualquer idade

E enquanto ela vai passando

Desperta-nos a atenção

Na forma que vai andando

Vemos! - Como pisa o chão

E as pedras que vai pisando

Porte altivo, e presunção

Enquanto vai caminhando.

 

E a mulher quando passa

No seu passo miudinho

Deixa um ar da sua graça

Seguindo no seu caminho

Vai mostrando a sua raça

Devagar devagarinho

Prestando sempre atenção

Sempre à espera no entanto 

De uma palavra galante

Que estremeça seu coração

Diga quem quiser dizer

Assim é nossa mulher!

É a mãe dos nossos filhos

É a mãe do nosso povo,

Seguindo por novos trilhos,

Luta por um Mundo novo!!!

 

José Guerreiro  ....  Dortmund

 

 

 

DIA DOS NAMORADOS…

14 de Fevereiro

 

Amor são emoções virtuais,

Cartões são sombras de tradição milenar,

Abraços e beijos, e um grande chi-coração…

Mas São Valentim quer mais,

Muito mais amor no ar…

Não só neste dia de namorados,

Neste dia de emoção,

Mas todos os dias de afecto e amor profundo,

Abraços e beijos, e um grande chi-coração,

Amor e paz no Mundo…

 

Amor é alegria e satisfação,

Amor é espírito ou agrado,

Amor é consolo e afeição,

Amor é cio ou vício…

 

Amor é movimento e confusão,

Amor é amar ou desejo,

Amor é aliança e acórdão,

Amor é gozo ou um beijo…

 

Amar é carinho e conclusão,

Amor é afecto ou beleza,

Amar é apetecer e gratidão,

Amor é adorar ou certeza…

 

Amor é bem-querer e união,

Amar é apreciar ou considerar,

Amor é escolher e coração,

Amor é chocolate ou chocho…

 

Amor é grandeza e anexação,

Amor é fascínio ou casos reais,

Amor é domínio ou conexão,

Amores são emoções virtuais…

 

Amor é amar e ser amado,

Dia dos namorados é quando a gente quer,

Amar é ter virtude e carinho,

Com dedicação especial, à nossa MULHER…

 

… e se for o caso ao vosso homem…

 

Amar não é quando se pode, mas sim quando se quer!

 

“Quelhas” autor povoense radicado em Zürich

Veja aqui uma pequena homenagem a este escritor

 

 

 

 

Quadras de Natal

 

É Natal, é Natal,

É Natal em Belém,

É Natal em Portugal,

E em todo o Mundo também...

 

O menino nasceu em Belém,

Nasceu tão sozinho,

Para nos querer bem,

E ser nosso amiguinho...

 

Nasceu sobre as palhas secas,

O nosso DEUS menino,

No presépio relembramos,

O seu amor divino...

 

Veio para connosco sofrer,

E ser pregado na cruz,

O nosso DEUS menino,

Tem o nome de Jesus...

 

Ele tem uma alma boa,

Que nasceu com seu destino,

De espinhos é sua coroa,

Desde pequeno menino...

 

O DEUS menino veio ao Mundo,

Para fazer caridade,

Neste dia profundo,

Pregar sua pura verdade...

 

Este DEUS menino louvado seja,

Com a sua forte luz,

Também nossa casa festeja,

O Natal, lembrando Jesus...

 

A festa de Natal é da FAMÍLIA, é de todos nós!

 

O Autor inspirado no nascimento do menino, em Jerusalém

 

 "Quelhas"

 

 

 

Metáforas

 

A escuridão da noite é mais clara,

Que a visão de um cego,

Só a morte é mais negra.

 

Os leitores de agora,

Não gostam de poetas loucos!

Preferem romances policiais,

Até parece que gostam de polícias,

E não d`amores…

 

Viva na paz dos outros,

E ao mesmo tempo,

Seja feliz consigo...

 

autor: "Quelhas"

 

 

 

 

Amizade  Sincera

 

Já alguma vez pensas-te ao valor de uma Amizade?

É uma pergunta sincera de verdade...

Quando conheces alguem,

É normal essa pessoa ao inicio não é ninguem.

Mas apenas a começas a frequentar,

Uma amizade se deixa sevilupar...

 

Um amigo (A) para mim não é só uma companhia de saídas,

Mas alguem que me esta perto em lutas e lidas.

Quando somos crianças temos os nossos Pais para nos defender,

E agora de crecidos quêm é que vamos ter?

Um amigo (A) sincero ???

Claro !!! Também eu o quero...

 

Mas antes de o encontrar,

Coitados de nós em quantos falsos nos vamos fiar.

Que te rondam a casa à espera de um favor,

E quando o favor desaparece são como a água em vapor.

E aqueles que te fazem promessas sem parar,

So têm lata mas nada para te dar.

 

De certa gente é melhor fugir,

Porque se precisa-res de ajuda ném aos gritos te vão acodir.

Acredita na minha palavra onesta,

Com certas amizades só quebras a testa.

Mas não podes desconfiar de toda a gente,

 Porque a verdadeira amizade se nota, se vê, e se sente.

 

Não sou perfeito mas saibas que sou sincero,

E a minha amizade esta sempre à tua espera.

Não tenho muito mas o pouco que tenho é meu,

 Se mais nimguem te ouvir tu lembra-te que quêm te ouve sou eu.

Quando estiveres triste com falta de um amigo,

Feixa os olhos e não tremas porque eu estou sempre contigo.

 

Quero que contes comigo porque sempre te eide escutar,

E deixa que estenda a minha mão para te levantar.

 Conto contigo e lembra-te que comigo podes sempre contar!

Não te peço nada ném sequer um obrigado,

Acontento-me de estar sempre ao  teu lado.

 

Eglisau 22 de Dezembro de 2007  Florêncio Carneiro

 

 

 

À EQUIPA DO ESPAÇO PORTUGUÊS

 

PASSADAS QUE ESTÃO SENDO AS EMOÇÕES

PROVOCADAS POR ENCONTRO MEMORÁVEL

VENHO AQUI EVOCAR O ADORÁVEL

QUE P’RA MIM FOI UNIR OS CORAÇÕES

 

DE GENTE QUE TANTO ENRIQUECE O MUNDO

NUM ABRAÇO VIGOROSO E FRATERNAL

MOSTRANDO QUE O AMOR EM PORTUGAL

NÃO É PALAVRA VÃ E É BEM PROFUNDO!

 

MEUS IRMÃOS ME CONVIDARAM. ACEITEI

FAZER-LHES A VISITA DESEJADA

COM RESULTADOS QUE JAMAIS ESQUECEREI

 

PARTIRAM LEVANDO COMO PREMISSA

TRABALHAR POR UMA VIDA  MAIS FOLGADA

CONSEGUIRAM, DANDO MAIS LUZ À SUIÇA!!!

 

 Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis, 31/10/    

 

ENCONTRO NA SUÍÇA

 

‘STÁ QUASE A CHEGAR O DIA

DO ENCONTRO DA AMIZADE

ENTRE AMIGOS BEM LEAIS

QUE À MARGEM DA CORTEZIA

JÁ SABEM O QUE É SAUDADE

SEM SE AVISTAREM JAMAIS!

 

ESTA A PROVA BEM PROVADA

DE QUE O AMOR E RESPEITO

NÃO ESTÁ NO VISUAL

‘STÃO EM CAIXA BEM GUARDADA

CÁ DENTRO DO NOSSO PEITO

SEM ESPAÇO PARA O MAL

 

CONFESSO: É ENORME A ÂNSIA

DE OS APERTAR EM MEUS BRAÇOS

E DIZER: “-ESTOU AQUI!”

ENFIM, VENCI A DISTÂNCIA

QUE NÃO IMPEDIU OS LAÇOS

DE AMIZADE QUE SENTI

 

PIOR VAI SER A PARTIDA

QUE A TODOS NÓS NOS COMOVE

QUANDO EU ME VIER EMBORA

O ADEUS DA DESPEDIDA

NA TARDE DE VINTE E NOVE

É RETARDADO UMA HORA!!!

 

                                   (Que bom que vai ser, não foi?!!!!!)

 

Alfredo Louro

(Com ESPAÇO PORTUGUÊS)

              

 

À LUSO-LIVRO vs ESPAÇO PORTUGUÊS

 

                                            A LUSO-LIVRO É CULTURA

                                           FOMENTA A PAZ, A AMIZADE

                                           TRANSFORMANDO A NOITE ESCURA

                                           EM DIA DE CLARIDADE

 

                                           E O ESPAÇO PORTUGUÊS

                                           DEU-LHE VIDA NO PROGRAMA

                                           QUE O QUE À CULTURA HOJE FEZ

                                           FOI MANTER-LHE ACESA A CHAMA

 

                                          PARABÉNS AOS PORTUGUESES

                                          QUE, LONGE DA SUA TERRA,

                                          TANTO HONRAM PORTUGAL

                                    

                                          ENFRENTAM TANTOS REVEZES

                                          MAS SU’ALMA SEMPRE ENCERRA

                                          SUA PÁTRIA SEM IGUAL!

 

Alfredo Louro

21/10/2006

(Inspirado no diálogo entre  Maria dos Santos (EP) e D, Carla, Proprietária da Livraria Luso-Livro transmitido em directo no Programa de hoje)

 

Desejo

Desejo de ver...
Desejo de estar...
Desejo de sentir...
Desejo de ser...
Quando usamos uma máquina fria como cúmplice para matar o tempo,
nem prestamos atenção na peça que ela pode estar nos preparando.
Às vezes, a gente acha que ela não presta atenção em nós, que é inofensiva.
Às vezes, se pararmos prá pensar, também nem prestamos atenção nela.
Mas, quando menos esperamos e mais desatentos estamos, ela está nos vigiando e diz:
"Vou pregar uma peça nesses dois..."
E eis que prega mesmo!!!
A máquina fria, deixa de ser fria e torna-se, não uma máquina e sim uma Ponte.
Uma ponte que liga idéias, sonhos, medos, vidas...pessoas.
Pessoas cheias de histórias para contar e muito para ensinar.

Pessoas que não estavam prestando atenção no destino, mas se deixaram levar...
Seria loucura? Delírio? Carência? Falta de cautela?
Não!!!
São sonhos...
O sonho de ser..
O sonho de fazer...
O sonho de sentir...
O sonho de viver...
Tem momentos, que é bom se deixar levar pela correnteza.
Voltar a ser criança
Viver somente o que se sente
Ouvir as ondas como sussurros no ouvido, dizendo:
" Deixa, deixa eu te levar...Deixe...deixe...deixe acontecer..."
Se já chegamos até aqui? Prá que recuar?
Morrer e ficar sem saber se teria sido bom...?
Pessoas incríveis, não se encontram todos os dias...
Pessoas incríveis, são feitas para serem conhecidas .
Tu és a pessoa que eu estava procurando e... nem sabia.
Preciso,
Quero te conhecer!!!

 

enviado por : Anibal Jorge

 

Viver Não Dói


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram
Sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?


O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos
Conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento
Intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a
Sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que
gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
Por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter
Compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.


Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por
Todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para
Conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
Momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais
Profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nossa equipa perdeu, mas pela euforia sufocada.


Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
Confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
Todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência
egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos
também a felicidade..

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

enviado por : Anibal Jorge

 

 

 

GESTO DE AMIZADE

 

Sou da linda Freguesia de Vilar do Pinheiro

Tenho a Mártir Santa Marinha, como padroeira

Vivo a Sul da linda cidade de Vila do Conde

De figuras ilustres, que seu nome passaram fronteira

 

Esta linda Freguesia

Muito populosa e industrializada

Possui um povo acolhedor

Por toda a gente é cobiçada

 

Estou feliz por de novo os cumprimentar

Estas figuras publicas de muitos encantos

Grandes profissionais na locução da Rádio-Lora

Uma de seu nome Maria dos Santos

 

Menina sem vaidade na sua forma pessoal

Aos Sábados das 15 as 17h fala para Portugal

Nunca se esquece do meu CD passar

Obrigada Maria dos Santos, não sei como a agraciar

 

Mas não posso deixar de elogiar

O nome de outro locutor que esta rádio protege

Que sempre me acolhe de braços abertos

É o ilustre Cidadão Português Manuel Beja

 

É assim que eu vejo e trato estas pessoas

Que me receberam com carinho divinal

Convido a menina Maria dos Santos

E o Sr° Manuel Beja que me visitem em Portugal

 

Não conhecem minha acolhedora casa

Faço muito gosto que a queiram conhecer

É modesta, humilde, tem muito calor humano

Está sempre de portas abertas para os poder receber

 

A todas as outras figuras que me receberam

Quando com o Grupo de Vilar do Pinheiro aqui cheguei

O Exm° Sr° Cônsul,o Exm° Sr° Embaixador, o Exmo° Sr°

Administrador do Banco Millennium, todos nunca os esquecerei

 

Vilar do Pinheiro, 30 de Setembro de 2006

António José Maia da Costa 

 

 

Para o Meu Amigo Luis Beja

Amigo

Amigo é aquele que te fala as verdades

e que ouve as tuas razões.

Amigo que te magoa, com as verdades,

e te segura no colo, sem explicações.

 

Amigo é ânimo na dor

e perdão no erro.

Amigo é aquele que tem sempre,

uma palavra de aconchego.

 

Amigo é o que respeita as diferenças

e não olha às cores, nem às belezas.

Amigo que te aceita como és,

e nunca pergunta pelo que tens.

 

Amigo é ser autêntico, e sincero

é ser honesto e verdadeiro.

Amigo é deixá-lo ser a pessoa que é

Sem querer transformar.

 

Obrigado Amigo!....

 

Autor: Florêncio Carneiro

Zurique / Suíça 30 de Setembro de 2006

 

 

 NOSTALGIA

“-SAUDADES DO MEU PAÍS

PLENO DE REAIS ENCANTOS!”

SÃO PALAVRAS DO LUÍS

E DA MARIA DOS SANTOS!

 

ELES TENTAM MITIGAR

SUA ENORME NOSTALGIA

LEVANDO A VIDA A BRINCAR

VIVENDO O SEU DIA-A-DIA

 

CONTUDO AO ANOITECER

FICA A FARSA AO ABANDONO

POR NÃO PODEREM ´SQUECER

A PÁTRIA, MESMO COM SONO!

 

POR ISSO EU OS VENERO

E ME SINTO DEVEDOR

DO APREÇO QUE REITERO

A AMBOS COM MUITO AMOR!

 

(Preito ao Luís Beja e Maria dos Santos  que tão bem conduzem o Programa Radiofónico “ESPAÇO PORTUGUÊS” a partir de Zurique – Suíça)

Alfredo Louro

01/10/2006

 

 

   HOJE

   todas as flores
   perguntaram por ti
   eram margaridas
   eu bem as vi

   vi o cenário
   com muita emoção
   eram só pétalas
   e formaram um coração.

   um anjo foi buscar
   embrulhou-o com carinho
   vai lá dentro a mensagem
   força para o teu caminho.

   Beijinhos da tua irmã, Margarida

03/06/2006

 

   Foi difícil e preocupante
   saber o teu estado e a tua dor
   mas sei que és um homem deslumbrante
   e também um grande lutador.

   A todos um obrigado
   a quem força te deu
   e tiveste Deus do teu lado
   disso te garanto eu.

   não sei fazer poemas
   mas o que importa é tentar
   cá estou à tua espera
   para te poder abraçar.

   beijinhos da tua irmã, que te adora,
   Ana Maria



03/06/2006

 

 

 

AO CORAÇÃO DO LUÍS

 

 

A ONZE DE MAIO DE DOIS MIL E SEIS

UM GRUPO SOLIDÁRIO DE PESSOAS

EM SILÊNCIO SOFREU AMARGURA INTENSA

AGUARDANDO COM EXPECTATIVA  AS LEIS

DA NATUREZA  COM NOTICIAS BOAS

QUE AMENIZASSEM SUA DOR IMENSA

 

PORQUE ALGUÉM QUE A ESTE ESPAÇO DEU VOZ

FEZ UMA APOSTA  P’RA VIVER COM QUALIDADE

DECIDINDO  APOSTAR NESSA  “JOGADA”

TODA A FORTUNA, PEDAÇO DE TODOS NÓS,

QUE AFINAL É SUA VIDA, NOSSA POR AFINIDADE

NUMA APOSTA AVENTUREIRA: TUDO OU NADA!

 

FÁCIL ENTENDER  QUE A APOSTA DESTE DIA

NÃO ENVOLVEU DINHEIRO MAS SIM A PRÓPRIA VIDA

DO NOSSO LUÍS BEJA , ESSE INVULGAR “AMIGÃO”

SUJEITANDO A MELINDROSA CIRURGIA

QUE FELIZMENTE TERMINOU BEM SUCEDIDA

PODENDO HOJE DIZER: “-OBRIGADO, CORAÇÃO!”

 

E A TODA A EQUIPA  QUE, ENSINADA PELA CIÊNCIA,

CONSEGUIU COM BRILHANTISMO ULTRAPASSAR

OS RECEIOS ESCONDIDOS DESTA GENTE

QUEREMOS AGRADECER COM VEEMÊNCIA

E, BEM ALTO, AO LUÍS BEJA GRITAR:

“-TENS “MOTOR NOVO”! É SÓ SEGUIR EM FRENTE!”

 

Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis, 15/05/2006

 

 

 

AO ESPAÇO PORTUGUÊS

 

AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU

HOUVE  ALGUÉM QUE AS QUIS FECHAR

DEIXANDO O PAÍS À TOA

MAS HAJA CALOR OU FRIO

ABERTAS HÃO-DE FICAR

E NÃO SOMENTE EM LISBOA

 

ALGUÉM QUE NÃO ESTÁ PERTO

COM A FORÇA DOS SEUS PULMÕES

GRITOU, GRITOU, DE VERDADE:

“-NÃO VOU BRADAR NO DESERTO

TÃO POUCO FAZER SERMÕES,

VOU FALAR DE LIBERDADE”

 

E VAI DAÍ, SATISFEITO,

IMPONDO A SI UM PROPÓSITO

QUAL RÉGULO SEM SER CACIQUE:

TIROU DO SEU PRÓPRIO PEITO

ALGO DE QUE FEZ DEPÓSITO

NUM ESTÚDIO DE ZURIQUE

 

RÁDIO LORA FOI O ALVO

NOVE SETE PONTO CINCO

A FREQUÊNCIA ESCOLHIDA

O SEU SONHO FICOU SALVO:

POIS COM INVULGAR AFINCO

A UM PROGRAMA DEU VIDA

 

NÃO É EM DIA DE ENGANOS

QUE ESTA DATA SE FESTEJA

PELA DÉCIMA QUARTA VEZ:

NASCEU HÁ CATORZE ANOS

DO VENTRE DE LUÍS BEJA

ESTE “ESPAÇO PORTUGUÊS”

 

 

Alfredo Louro

OAZ, 16/04/2006

 

(Dedicatória em homenagem ao Programa “ESPAÇO PORTUGUÊS” na pessoa do seu Mentor e um dos  Fundadores LUÍS BEJA)

 

 

 

MENSAGEM DA PÁSCOA 2006

 

NESTA PÁSCOA A QUE CHEGUEI

CUMPRINDO AS MINHAS VONTADES

CRIEI NOVAS AMIZADES

COM AS QUAIS RICO FIQUEI

 

É TEMPO DE REDENÇÃO

EM QUE ATÉ OS MAUS SÃO BONS

HÁ CORES QUE MUDAM SEUS TONS

P’RA MELHOR COLORAÇÃO

 

VOTOS FAÇO, EM CONSCIÊNCIA,

PARA QUE EM DOIS MIL E SEIS

IMPERE A PAZ, A DECÊNCIA

 

QUE OS VASSALOS E OS REIS

ACABEM COM A VIOLÊNCIA

E NASÇAM MAIS JUSTAS LEIS!

 

14/04/2006

Alfredo Louro

O. Azeméis

 

 

 

AOS POETAS

 

POETAS, ANIMAI-VOS! ALGUÉM DE VÓS SE LEMBRA!

HOJE É O VOSSO DIA INTERNACIONALMENTE

MAIS UM ANO VOLVIDO NUM DIA ASSAZ DIFERENTE

EM QUE O POETA É ALGO QUE  UM GIGANTE SEMBRA

 

RESPEITO, ELEVAÇÃO, AMOR, FRATERNIDADE,

É O QUE  REPRESENTAIS, OBREIROS DA CULTURA

DO BERÇO EM QUE NASCESTES, ATÉ À SEPULTURA

DESENVOLVENDO HISTÓRIA, ABORDANDO A SAUDADE

 

VÓS, A QUEM TANTO DEVE O MUNDO CONTURBADO,

MERECÍEIS MONUMENTOS DE OIRO CONTRASTADO

P´RA MOSTRAR AOS VINDOUROS QUÃO BELO É O TALENTO

 

QUE TANTO ROMANCISMO, TANTA BELEZA ENCERRA

FAZENDO JUZ À PAZ  E VERBERANDO A GUERRA

SÓ PORQUE SOIS, POETAS, FONTES DE SENTIMENTO!

 

(Modesto tributo de gratidão a EUCLIDES CAVACO no Dia Internacional da Poesia – 2006)

Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis, 21/03/2006

 

 

 

À MEMÓRIA DE AUTA RAMOS

 

PARTISTE E A SAUDADE ACONTECEU

SERÁS ETERNAMENTE MEMORÁVEL

PELO MUITO QUE FIZESTE, INENARRÁVEL

FOI APENAS TEU CORPO QUE MORREU

 

TUA ALMA FICOU BEM VIVA ENTRE NÓS

POR TUDO O QUE DE BOM NOS CONCEDESTE

ASSIM, QU’RIDA AUTA RAMOS NÃO MORRESTE

A PESAR DE SEM TI NOS SENTIRMOS SÓS

 

QUE REPOUSES EM PAZ NO PARAÍSO

POR DARES A TODOS O QUE FOI PRECISO

DURANTE A VIDA FOSTE UMA RAINHA

 

DOS IMIGRANTES QUE HOJE TE VENERAM

E, CONFIANTES, DOS VINDOUROS ‘SPERAM

QUE SIGAM TEUS EXEMPLOS, AVÓZINHA!

 

                                                                       

 

 

Singela Homenagem pelo recente passamento de uma MULHER que, junto da Diáspora, marcou durante décadas o seu espírito FILANTRÓPICO e de JUSTIÇA

                                                                               RIP

AL

OAZ, 06/03/2006

 

 

 

 

AO DIA DOS NAMORADOS

(14/02/2006)

QUE MAIS POSSO SUGERIR

AOS NAMORADOS DE AGORA

QUE UM POUCO DE CONTENÇÃO?

NÃO SE DEIXEM ILUDIR

POR CONVERSAS QUE NA HORA

ACABEM EM DISCUSSÃO!

 

SEJAM CALMOS E SERENOS

TOLERANTES E SINCEROS

RESPEITADORES E AMANTES

POIS OS GESTOS MAIS PEQUENOS

DESDE QUE LEAIS E VEROS

ATÉ PARECEM GIGANTES!

 

QUE OS INSUCESSOS ALHEIOS

POSSAM SERVIR-VOS DE EXEMPLO

DO QUE SE DEVE EVITAR

PROCUREM TODOS OS MEIOS

P’RA FAZER DO AMOR UM TEMPLO

ONDE ESTÃO SEMPRE A REZAR

 

NÃO JULGUEM PATERNALISTA

ESTE SINGELO POEMA

DITADO P’LA CONSCIÊNCIA

CREIAM QUE ELE É REALISTA

DE AUTOR AMANTE DE GEMA

E FRUTO DA EXPERIÊNCIA

Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis

08/02/2006

 

 

À  MARIA DOS SANTOS

 

SEGUNDO LI E ME LEMBRO,

DIA VINTE DE DEZEMBRO

DESTE NOSSO CALENDÁRIO

PARA A MARIA DOS SANTOS

NÃO FOI SÓ DIA DE ENCANTOS

FOI TAMBÉM DE ANIVERSÁRIO

 

FOI PENA QUE SÓ AGORA

A ESTA TARDIA HORA

EU DESSE COM A MENSAGEM

QUE A ALGUÉM QUE NOS ENLEIA

A MARIANA CORREIA

TENTOU PRESTAR HOMENAGEM

 

NÃO ME TINHA APERCEBIDO

DE TAL TER ACONTECIDO

PARA A PARABENIZAR

MAS ‘SPERO QUE ACEITE O AZO

P’RA MESMO FORA DE PRAZO

OS PARABÉNS EU LHE DAR

 

LONGOS ANOS LHE DESEJO

COM UM RESPEITOSO BEIJO

MANTENDO A SUA VIRTUDE

MAIS LHE POSSO PROMETER:

QUE VOU AGORA BEBER

UM “PORTO” À SUA SAÚDE!

 

COMO A RÁDIO EM QUE A OUVI

SEI QUE É TUDO PARA SI

E UM DOS SEUS GRANDES AMORES

COMO OFERTA VIRTUAL

LHE MANDO DE PORTUGAL

UM LINDO RAMO DE FLORES

 

 

Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis, 20/01/2006

 

A MARIANA CORREIA

 

À MARIANA CORREIA

EU PRESTO ESTA HOMENAGEM

PODIA SER MUITO FEIA

SÓ TER NA CABEÇA AREIA

TENDO NA ALMA

 LINHAGEM                                              

 

POR ACASO ATÉ NEM É

É LINDA E INTELIGENTE

MULHER DE LUTA E DE FÉ

É APLAUDIDA DE PÉ

QUANDO CANTA PARA A GENTE!

 

SUA VOZ ENTOA BEM

SUA ALMA LUSITANA

PRESENÇA E GARRA ELA TEM

DECERTO NÃO HÁ NINGUÉM

QUE DIGA NÃO SER BACANA

 

GENTILEZA QUANTO BASTE

TEM ESTA LUSA FADISTA

SÓ PEÇO QUE NÃO SE AFASTE

E MUITO MENOS SE AGASTE

POIS ‘STOU A SER REALISTA

 

PARTIU E RUMOU AO NORTE

BUSCANDO FELICIDADE

DESEJO-LHE MUITA SORTE

E FORÇA P’RA QUE SUPORTE

NESSE PAÍS A SAUDADE!

 

Alfredo Louro

Oliveira de Azeméis, 18/01/2006

           

 

 

 

 

À SUÍÇA

 

 

UM PAÍS DE ACOLHIMENTO

ONDE PAIRA O SENTIMENTO

DE UMA ÓBVIA NOSTALGIA

MAS, TODAVIA AO INVÉS

MOSTRA EM CADA PORTUGUÊS

BOM-HUMOR E SIMPATIA

 

MESMO CHEIA DE SAUDADE

A GRANDE COMUNIDADE

DESSA GENTE LUSITANA

COM VONTADE BEM FRENÉTICA

LUTA NA NAÇÃO HELVÉTICA

POR UMA VIDA MAIS SANA

 

MAS HÁ SEMPRE OCASIÃO

PARA DE ALMA E CORAÇÃO

MOSTRAR AO MUNDO SOEZ

QUE HÁ MUITO AMOR EM CARTEIRA

AO SÁBADO E QUINTA-FEIRA

OIÇA  “ESPAÇO PORTUGUÊS”

 

A ESTAÇÃO QUE SE DESEJA

ONDE ENCONTRA O LUÍS BEJA

ACOMPANHADO DE ENCANTOS

CLASSIFICAÇÃO QUE ARRISCO

REFERINDO-ME AO FRANCISCO

E À MARIA DOS SANTOS

 

UMA EQUIPA DE VALOR

COM QUE QUALQUER SONHADOR

FACILMENTE SE APAIXONA

PRECISAMENTE POR ISSO

EU PEÇO AO POVO SUIÇO

QUE A ESTIME EM QUALQUER ZONA

 

 

                                               Alfredo Louro

 

                            Oliveira de Azeméis, 14 de Janeiro de 2006

 

 

Programa Radiofónico

 

Ao Espaço Português

Eu canto com altivez

O seu gesto de nobreza

Por este espaço abrir

E na rádio difundir

Nossa Língua Portuguesa

 

E lá longe na Suiça

À Língua fazem justiça

Mostrando as suas raízes

Mantendo a sua cultura

Mas numa rara moldura

Partilhando os dois países

 

Quão heróico é o seu preito

De conservarem no peito

Tanta portugalidade

Dedicando a sua vida

Pelos outros repartida

P’ra amenizar a saudade

 

Honras para os locutores

Por serem divulgadores

Desta Língua maternal...

Que alimentem no programa

Viva e sempre acesa a chama

De divulgar Portugal !...

 

Euclides Cavaco