Informações essenciais para trabalhadores temporários na Suíça

 

O Sindicato Unia lançou o panfleto informativo: “A mesma protecção e os mesmos direitos para todos! Orientações essenciais para trabalhadores temporários e destacados na Suíça”. Com este panfleto pretende-se fazer chegar a trabalhadores temporários e destacados portugueses na Suíça informações importantes sobre os seus direitos e deveres e oferecer conselhos úteis.

 

O número de trabalhadores temporários e destacados portugueses na Suíça aumenta diariamente. Muitos deles vêem-se confrontados com muitas situações desconhecidas e enfrentam dificuldades diversas. O Sindicato Unia vê-se frequentemente confrontado com pedidos de ajuda por parte de muitos desses trabalhadores. Através do panfleto “A mesma protecção e os mesmos direitos para todos! Orientações essenciais para trabalhadores temporários e destacados na Suíça” procura-se dar um maior apoio a todos quantos trabalham temporariamente. O panfleto apresenta informações importantes sobre as regulamentações laborais e as deposições legais em vigor na Suíça e fornece orientações essenciais a trabalhadores temporários e destacados, de modo a que estes, conhecendo os seus direitos, melhor se possam defender.

 

O panfleto inclui o essencial sobre temas muito importantes, como o contrato de trabalho, os salários, os descontos para a segurança social, a caixa de doença e o subsídio de desemprego. O referido panfleto pode ser solicitado gratuitamente nos secretariados do Unia, através da morada electrónica: migration@unia.ch ou ainda através do telem. 079 256 84 53.

 

Margarida Pereira

Sindicato Unia

 

 

 

Trabalhadores da construção

17 mil na grande manifestação em Zurique

Cerca de 17 mil pessoas responderam ao apelo dos Sindicatos Unia e Syna para participar na grande manifestação que decorreu em Zurique no passado dia 22 de Setembro, de modo a protestar contra a rescisão do CCT e o dumping salarial e social.

 

Foram milhares os trabalhadores da construção, vindos de todos os pontos da Suíça, que encheram as ruas do centro de Zurique no dia 22 de Setembro. Com muito ruído, mas de forma pacífica, os manifestantes quiseram deixar bem claro que não aceitam que, a partir do dia 1 de Outubro, o seu contrato Colectivo de Trabalho (CCT) deixe de vigorar. O protesto visou defender a manutenção dos salários mínimos e suplementos salariais, do 13° mês, dos horários de trabalho regulamentados e da protecção garantida em caso de doença e de acidente. A partir do dia 1 de Outubro, sem o CCT em vigor, nenhum empresário da construção será obrigado a respeitar os salários mínimos e todos os outros direitos laborais.

 

84,5% votaram a favor da greve

Os cerca de 17 000 manifestantes acalmaram a Hansueli Scheidegger, responsável pelo sector da construção do Unia, quando este, impondo os boletins de votos dos trabalhadores da construção de toda a Suíça, apresentou os resultados da votação de 36 211 trabalhadores. 30 598, ou seja, 84,5% votaram a favor de medidas de greve, como forma de defesa do CCT da construção.

 

Solidariedade nacional e internacional

Numerosas personalidades do mundo da política estiveram presentes na manifestação para expressar o seu apoio aos trabalhadores da construção. Representantes das principais centrais sindicais de Portugal, Itália e Alemanha marcaram a sua presença com mensagens de solidariedade para com a luta dos trabalhadores.

 

 

Im Kasten: + Bild von Carlos Trindade

 

Forte presença portuguesa na manifestação

 

Ao longo dos vários quilómetros do desfile da manifestação ouvia-se falar português. Frases como “o povo unido jamais será vencido” ou “a luta continua” fizeram eco pelas ruas do centro de Zurique. Calcula-se que cerca de 1/3 dos manifestantes eram de origem portuguesa. O ponto mais alto foi atingido quando o representante da CGTP-IN, Carlos Trindade, subiu à tribuna e, em português, expressou a sua solidariedade para com os trabalhadores da construção, apelando para que a luta, quer na Suíça quer em Portugal, não pare. A CGTP-IN, a maior central sindical portuguesa, deu, assim, um forte sinal de apoio à luta dos trabalhadores portugueses aqui na Suíça, em defesa dos seus direitos e da manutenção do CCT na construção.

 

 

 

 

Formação profissional para trabalhadores portugueses da construção

 

‘Projecto Portugal’: os cursos para 2008 estão garantidos!

 

À semelhança de anos anteriores, no ano de 2008 organizar-se-ão cursos de formação profissional em Portugal para trabalhadores do sector da construção. As inscrições estão abertas até ao dia 16 de Novembro.

 

De 7 de Janeiro a 29 de Fevereiro de 2008 decorrem em centros de formação profissional em Lisboa (Prior Velho) e no Porto (Avioso) cursos de especialização para operários do sector da construção suíça. Tal formação confere um certificado de trabalhador especializado, permitindo a subida de categoria salarial (categoria A). Os custos são assumidos pelo fundo de formação profissional suíço e o trabalhador recebe ainda 80% do seu salário durante o período que frequenta o curso, desde que a sua empresa seja associada do Parifonds.

 

As inscrições deverão ser feitas com conhecimento e aprovação da empresa. A ficha de inscrição, assim como informações sobre as condições de participação e sobre o conteúdo dos cursos podem ser obtidas nos secretariados do Sindicato Unia ou através do número de tel. 079 256 84 53. A ficha de inscrição poderá ainda ser descarregada da página da Internet: www.baumeister.ch.

 

A formação profissional é uma mais valia para o futuro! Se for trabalhador da construção, aproveite esta oportunidade e inscreva-se nos cursos do ‘Projecto Portugal’, o mais depressa possível! O número de lugares é limitado.

 

 

 

 

 

 

 

Hotelaria e Restauração

Aumentos salariais para 2008

Os parceiros sociais do CCT a nível nacional para o sector da Hotelaria e Restauração chegaram a um acordo quanto aos salários para 2008. Em relação à introdução do 13° mês completo, as negociações continuarão no Outono.

Os salários mínimos na hotelaria e restauração aumentarão 2%, em média, em 2008. Depois de algumas rondas de negociações os sindicatos e a associação patronal anunciaram, no passado mês de Junho, terem chegado a um acordo. Tal acordo tem que ser ratificado pelos órgãos competentes das diferentes associações empresariais e sindicais que assinam o Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) e que é válido para os hotéis, restaurantes e cafés, a nível nacional.

 

De um modo geral, o Sindicato Unia está satisfeito com o resultado das negociações. “O aumento real dos salários para 2008 corresponde ao dobro daquele obtido no ano anterior”, afirma Mauro Moretto, secretário sindical responsável pelo sector. Contudo, Moretto lamenta que se tenha conseguido um aumento de apenas 1,8 % para a categoria salarial mais baixa (empregados/-as sem aprendizagem).

 

Delegados do Unia aprovam acordo salarial e exigem 13° mês

Na conferencia profissional da hotelaria e restauração, realizada a 27 de Agosto, os delegados do Unia votaram a favor do acordo salarial obtido entre o patronato e os sindicatos, considerando o resultado aceitável.

 

Nesta conferência foi estabelecido que a prioridade das negociações no Outono será a exigência da introdução do pagamento completo do 13° mês para todos/-as quantos/-as trabalham no sector, a partir do primeiro dia de trabalho.

 

 

 

Salários mínimos para 2008:

 

Categoria salarial

Salários mínimos a partir de 1 de Janeiro de 2008

Sem aprendizagem

Fr. 3'300.- (+ 1,8%)

Com uma aprendizagem de 3 anos

Fr. 3'730.- (+ 1,9%)

Com vários anos de experiência ou formação superior:

-          com 7 anos de experiência profissional, aprendizagem incluída

-          com 10 anos de experiência profissional, aprendizagem incluída

-          Com formação superior

 

 

Fr. 4'070.- (+ 2,1%)

 

Fr. 4'485.- (+ 2,0%)

 

Fr. 4'670.- (+ 2,1%)

 

-          Categoría IVa

-          Categoría IVb

Fr. 5'600.- (+ 2,1%)

Fr. 6'750.- (+ 2,1%)

Estagiários

Fr. 2'115.- (+ 1,9%)

 

 

Mais informações sobre os salários mínimos, assim como sobre o CCT podem ser obtidas, em várias línguas, nos secretariados do Unia.

 

Margarida Pereira

Sindicato Unia