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25° Aniversário
da A.Z.U.L.
A efeméride ficou escrita no editorial da A.Z.U.L. no passado dia 28
de Abril 2007.
A A.Z.U.L. festejou o seu 25 aniversário, uma boda de prata,
assinalada com uma festa que primou pela sua singularidade. Pelas 16
horas realizou-se uma missa em homenagem aos sócios falecidos.
Iniciativa esta que julgo ser inédita, em festas do movimento
associativo; a sensibilidade feminina, não fosse a sua presidenta
uma mulher de garra. Lídia Cabral.
O sol brilhava e a temperatura era alta neste País do Alpes,
recordando um dia de verão, em território português. Com a
globalização Portugal está tão perto, onde vivemos o sabor das
nossas raízes e tradições.
A Mehrzweckhalle de Zoffingen abria as suas portas às 18 horas, para
dar o início às festividades. O programa previsto com um elenco
tradicionalmente português, começou à hora prevista, com a primeira
actuação do conjunto Rotação. Seguiu-se o Rancho de Thun, que fez
com que a sala recebesse os primeiros aplausos da noite. O Rancho
esteve bem ao som das músicas folcloristas, mostrando a sua arte,
beleza, alegria, humor e “savoir faire”.
O conjunto Rotação um grupo de 4 jovens sediados em Berna, actuou
para os amantes da dança, animando o serão de uma forma bem
divertida e descontraída, o suor dos dançantes era visível, porque
as suas músicas, eram ricas em ritmo e movimento.
A entrega dos prémios e lembranças, por parte da Presidenta da
A.Z.U.L. desfolhou mais uma página no serão dessa festa com Lídia
Cabral a fazer uma análise do que foi esta associação ao longo deste
25 anos. Esteve presente o Presidente da Câmara de Zofingen, que
quis saudar a comunidade portuguesa, num discurso em alemão
expressou o excelente trabalho que a A.Z.U.L tem exercido ao longo
destes anos.
Soaram os primeiros acordes da guitarra portuguesa. A sala iluminada
com velas, como rege a “lei do fado”. Minhas Senhoras e meus
senhores silêncio que se vai cantar o fado.
Na penumbra e no silêncio duma sala rica de público, com um palco nu
transformando em colorido e fumegante, surgiu a voz de Dulce Pontes
na canção do mar. Tudo estava no caminho certo para ser uma grande
noite.
Maria dos Santos sob o som das guitarras que o grupo
entoava fez uma alusão improvisada ao fado e à fadista da nossa
comunidade aqui presente Mariana Correia.
Foi marcante este ponto alto desta noite, um público maravilhoso que
contribuiu para o sucesso desta festa. Mariana Correia cantou e
encantou todos os presentes, demonstrando que os galardões que lhe
foram atribuídos ao longo da sua carreira são o tributo, pela sua
voz, a simplicidade, a garra e dedicação à canção nacional que é o
Fado.
Parabéns à A.Z.U.L., que apostou num programa tipicamente português
e que teve por parte dos sócios o seu reconhecimento, pelo respeito
ao fado e a todos os organizadores deste excepcional evento. Houve
quem não acreditasse no sucesso devido à sua variação de elencos do
programa, mas a tenacidade desta associação, que demonstrou
acreditar nos valores, costumes, cultura e raízes bem portuguesas e
no empenho tendo transmitido este testemunho aos mais jovens.
Não podemos deixar de homenagear, o pessoal que nos deleitou com a
boa gastronomia. Quando deixamos a Sala, nos rostos, era bem patente
a fadiga, mas nos olhos lia-se a satisfação de uma noite em que o
objectivo tinha sido alcançado e conseguido.
Entre os presentes, destacou-se a presença do Sr. Cônsul de Zurique
Dr. António Antas de Campos, como já o conhecemos dialogou com todos
que a ele se dirigiam, apesar de não estar em expediente nunca se
recusou em informar ou esclarecer certas dúvidas a compatriotas
nossos. Bem-haja Sr. Cônsul
Restavam ainda algumas horas, que foram preenchidas com baile ao som
dos meninos simpáticos vindos de Berna, Rotação e foi rodando que
nos despedimos de todos, e hoje fazemo-lo uma vez mais, com um
sincero obrigada da parte da equipa de Espaço Português, por nos
terem convidado e acreditado no nosso trabalho.
E.P. |