A ARTE DA TERRA”

                           Exposição                                 

Lenços dos Namorados – Histórias de amores e desamores, perpetuados pela arte de bordar”                                                                 

Simbolos maiores de historias de amores e desamores, a origem dos “Lenços dos Namorados remonta aos Séculos XVII – XVIII, primeiro chamados de Lenços Senhoris (porque terão surgido no seio dos salões senhoris da época), mais tarde adoptados e adaptados pelas mulheres do povo, que lhe conferiram características marcadamente  populares.

Com os conhecimentos de ponto de cruz – adquiridos durante a infância – a moça em idade casadoira, bordava o seu lenço, com as quadras e as simbologias que brotavam da sua imaginação. Neste trabalho estavam presentes valores que eram caros a jovens em idade de casar, tais como a fidelidade, dedicação, amor e/ou amizade...

Eram semanas ou meses de trabalho na elaboração de um lenço, lenço que poderia marcar ou não, o inicio de um namoro, consoante a reacção publica do “namorado” ou “conversado”, isto é conforme ele usasse ou não o lenço...

Com o passar do tempos, algumas alterações de vulto vieram a ocorrer na concepção dos “Lenços dos Namorados”: a introdução de novas cores, de pontos mais fáceis de bordar, e a introdução de testemunhos de acontecimentos marcantes em determinadas épocas

O Minho surge como a região por excelência dos Lenços dos Namorados, sendo no entanto em Vila Verde que surgiu a mais importante recuperação desta arte, através da Aliança Artesanal, entidade com a qual a “A Arte da Terra”, realizou nos ultimos anos, algumas das maiores exposições do tema em Portugal.

A exposição estará patente ao publico de 26 de Janeiro a 28 de Fevereiro de 2007, na Rua de Augusto Rosa, nº 40 (ao lado da Sé) em “A ARTE DA TERRA”, um espaço dedicado ás Artes e Oficios Tradicionais Portuguesas, mesmo no coração histórico de Lisboa.

De 3ª a Domingo das 11h ás 20h.                                                                  

 

“LENÇOS DOS NAMORADOS”

TRANSCRIÇÃO DE ALGUMAS QUADRAS ORIGINAIS

 

     Meu Manel bai pró Brasil                 O Cravo depois de seco

     Eu tamen bou no bapor                   senefica amor perdido

     Gardada no curação                        ainda creira não posso

     Daquele qué meu amor                    tirar de ti osentido

 

 

    Aqui tens o meu curação                  Toma  lá este lencinho

    E a chabe pró abrir                            dentro dum copo de

    Nun tenho mais que te dar                vidro resolve o teu

    Nem tu mais que me pedir                coração o meu esta  resolvido                

   

    Bai carta feliz buando                       Bai lenço da minha mão

    Nas asas dum passarinho                Bai currer a freguesia

    Qando bires o meu amor                  Bai dar em formações

    Dále um abraço e um veijinho          Da minha sabedoria

 

 

                                      Neste lenço se ofre

                                      ce um sincero coração

                                      a muntos q se ofrece

                                      mas sinceros poucos são

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Rua de Augusto Rosa, nº 40   1100-059 Lisboa - Tel. 21 274 59 75

http://www.aartedaterra.pt

e-mail: arte@net.sapo.pt